Compra De Votos em Cabo Verde. Candidato independente, Nelson Lopes. Albertino Gonçalves. Más Soncent. São Vicente, Mindelo. Cabo Verde. Eleições. Fraude Eleitoral.

Compra de Votos: Um Problema Sistemático Nas Eleições De Cabo Verde

A compra de votos é um problema sistemático em Cabo Verde durante o período eleitoral, e é um ato que ocorre com frequência durante as eleições locais e nacionais. Na verdade, é tão sistemático que muitos cidadãos Cabo Verdianos dizem que tem acontecido desde as primeiras eleições “democráticas” do país desde 1991.

A compra de votos não é uma afirmação falsa, não é um fenômeno, pois é uma realidade. É tão real que os políticos fingem combatê-la, e que na verdade reforçam-na. Acusam mutuamente de compra de votos e declaram que a mesma impede o desenvolvimento democrático de Cabo Verde, mas não fazendo nada para combatê-la.

Muitas pessoas não sabem exatamente como funciona a compra de votos, portanto, vamos esclarecer isto. Em primeiro lugar comprar votos, não é oferecer pessoas dinheiro em troca do voto. Isso não funcionaria, porque, não há garantia de que, quando o eleitor for votar, votaria em quem lhe deu dinheiro.

Então, o que fazem os políticos/ candidatos/ partidos políticos?
Eles garantem que a pessoa não vote, comprando seu direito constitucional de votar.

COMO FAZEM ISSO?

Tendo em conta que é preciso a sua identificação para votar, “compram” seu Bilhete de Identidade e o devolvem quando o dia da eleição passar.

UM EXEMPLO:

Digamos que você seja eleitor cadastrado numa das ilhas/ município de Cabo Verde e o dia das eleições seja no dia 25 do mês em que ocorre. Então os principais partidos políticos, MPD e PAICV, realizam pesquisas para terem uma ideia de como os eleitores vão votar no dia da eleição. E, dependendo do feedback das pesquisas, eles decidem o plano de ação a ser executado.

Dadas as sondagens e feedback, se sentirem que sua candidatura está em risco, logo acertam o terreno “comprado”. Costumam fazê-lo ao longo da campanha, mas na última semana, precisamente nos últimos 3 dias de campanha, reforçam o ato da compra de votos. E na noite antes da eleição, enviam o que se pode chamar, um esquadrão de pessoas para comprar votos.

Portanto, seguindo nosso exemplo, se o dia da eleição for o dia 25 do mês em curso, estarão durante toda a noite do dia 24 comprando votos, ou seja, comprar o BI do eleitor para que ele não possa votar.

Para as eleições autárquicas de 2020 em Cabo Verde, a denominação que circulou a ser distribuída para a compra de um único voto foi de cinco mil escudos (5000$00).

Em Cabo Verde existem dois grandes partidos políticos, Movimento para Democracia – MPD – e
Partido Africano da Independência de Cabo Verde – PAICV –, que praticamente, dominam o espectro político deste país com exceção de São Vicente, onde a União Caboverdiana Independente e Democrática – UCID – , é uma força política e o movimento recém formado, Movimento Independente Más Soncent – MIMS – tem um assento na Assembleia Municipal.

As duas primeiras forças políticas, MPD e PAICV parecem ir longe para manter a sua fortaleza política no governo Cabo Verdiano, mesmo que isso significa, violar as leis nacionais e internacionais de proteção dos direitos dos eleitores.

O PERIGO

A compra de votos é um grande perigo para qualquer sociedade que se diz democrática. Tal como aconteceu nas eleições deste ano no país, e mais ainda, em São Vicente. A reclamação e a denuncia da compra de votos foi generalizada.

A alegação é que não foi o povo quem decidiu as eleições, mas sim a compra de votos. A vontade do povo não foi manifestada, mas sua pobreza foi quem se manifestou, vendendo o voto por 5000$00. Ou seja, a necessidade de sobreviver é tão imediata, que trocou, seu direito de voto por apenas 1250$00 por ano, sendo 5000$00/4 anos = 1250$00.

CULPAR ABSTENÇÃO

Como já foi dito, os dois principais partidos políticos do país, MPD e PAICV, culpam-se e acusam-se mutuamente a compra imediata de votos. No entanto, nenhum deles aceitam tais acusações, e, em última análise, nada fazem para acabar com o terrível ato, a nível local e nacional, preferindo culpar a abstenção de comparecimento eleitoral fraco. O que é absurdo porque grande parte dessa abstenção é porque o direito de voto foi vendido para as mesmas pessoas que culpam a abstenção. Um exemplo claro de razão circular.

Sim, a abstenção é alta em Cabo Verde, dependendo da eleição, local, governo ou presidencial e pode ir até os 60%. No entanto uma das principais causas da abstenção é a compra de votos. Quando os Cartões de Identificação dos eleitores são comprados, é lógico que não podem votar, daí o elevado número de abstenção.

CONCLUSÃO

Existem outras táticas que esses partidos políticos redutos usam, para manipular e comprar o direito do eleitor de votar, mas este em particular, é o avô de todos eles. Existem soluções e iremos expandî-las em artigos futuros. Mas preparando para soluções, digamos que todo o processo de votação em Cavo Verde, precisa ser digitalizado. Este processo deste país é o mesmo de 30 anos atrás, durante as primeiras eleições políticas realizadas “livremente”.

ISSO NÃO PODE ACONTECER MAIS!

MUDANÇAS PRECISAM E DEVEM SER FEITAS!!!

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